quarta-feira, 14 de abril de 2010

O Networking é fundamental

Por Reginaldo Rodrigues


Tenho absoluta certeza que você já ouviu ou disse a expressão: “fulano só está lá por causa do QI. Quem Indica”. E daí? Sempre que tal expressão é utilizada percebemos um sentido depreciativo em relação a quem está ocupando o cargo. Neste artigo, abordaremos o tema Rede de Relacionamentos. Devemos ter em mente o seguinte, para se posicionar no mercado atual é necessário muito mais que habilidades técnicas. Não são poucas vezes que os conhecimentos teóricos e práticos, chamados também de “know how”, são relegados ao segundo plano.

Nossa Rede de Relacionamentos deve permanecer sempre em “obras”, é uma construção que nunca acaba. Compare essa Rede a uma teia de contatos que deve crescer por todos os lados e em todos os níveis. Podemos construir horizontalmente essa trama social nos fortalecendo com nossos pares, em plano semelhante, ou seja, com aqueles que estão no nosso nível. Verticalmente devemos usar essa habilidade com pessoas que estão em nível superior ao nosso, em postos mais elevados social e mercadologicamente. Ainda verticalmente não podemos nos esquecer de quem está em nível inferior, pois podem conhecer pessoas do nível superior e nos indicar a qualquer momento.

Para essa construção, o material necessário é a simpatia, cordialidade, educação, presença de espírito, elegância dentre outros. Dessa forma seremos sempre lembrados. Essa construção acontece no trabalho, no dia a dia e nos eventos sociais. Para isso é necessária, evidentemente, a sua participação no máximo de eventos possíveis. Depois de estabelecido o elo, vem a parte da manutenção. Ligações periódicas, mensagens eletrônicas, convites para outros eventos, os negócios acontecerão como conseqüência natural. Não deixe passar nenhuma oportunidade de passar seu cartão de visitas.

Pense bem antes de mencionar pejorativamente que alguém só esta ocupando um cargo pelo “QI”. Esse profissional tem seus méritos, conhece pessoas. E não ache que o indicado seja incapaz de executar as funções atribuídas pelo cargo. Já estando lá, pode muito bem desenvolver as habilidades técnicas até então inexistentes. O Marketing Pessoal, além de beneficiar indistintamente a todos que o praticam, proporciona bem estar também aos que fazem parte do ciclo de relacionamentos. Se você não pensa assim já esta na hora de mudar seus paradigmas. Tenha certeza que o “network” ou “networking” é um grande diferencial competitivo. Só pra constar, a origem da palavra, que hoje é um “jargão” (termo técnico) do Marketing é a seguinte: “net” em inglês significa rede, “work” é trabalho e no gerúndio “working”, trabalhando.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Planejamento de Vida

Por Isabel Piñeiro

Hoje há tanto desânimo, desmotivação, depressão... Podemos dizer que estamos na era do “D”, mas precisamos migrar para a era do “P”, com mais paixão pela vida, paixão por si mesmo, paixão pelo trabalho, além de muita persistência e planejamento.

Muitos acreditam que o planejamento é um procedimento formal, mais utilizado em nosso lado profissional, ou seja, típico do mundo corporativo. Isso é um equívoco total!

Planejamento significa “predeterminar o curso a seguir”, ou seja, se planejamos nossa vida, sabemos qual caminho queremos e devemos seguir, bem como temos a oportunidade de rever, retomar ou mudar de caminho sempre que necessário.

Sem planejamento, fazemos como a personagem Alice, aquela do País das Maravilhas. No seu famoso diálogo com o gato Cheshire, ela pede para ele sugerir que caminho deve tomar. Ele diz que depende e pergunta aonde ela quer ir. A garota responde: “A nenhum lugar em particular”, o que suscita a resposta astuta do gato: “Então, qualquer caminho lhe virá bem”.

Realmente é assim, se não sabemos aonde queremos chegar, não podemos saber o caminho eficaz a seguir. Ao planejarmos criteriosamente nossa existência, tomamos as rédeas de nossa vida, tornando-nos protagonistas de nossa história.

O planejamento eficaz passa por algumas etapas, como:

Formulação de metas para proporcionarmos um sentido de direção.

Identificação dos objetivos e da estratégia atual, verificando qual é a realidade e como ela está sendo enfrentada para poder definir o que se deve fazer para atingir a mudança desejada.

Análise dos pontos fracos e fortes, para conhecermos bem no que somos vulneráveis e devemos investir nosso foco de mudança.

Tomada de decisão estratégica, em que se avaliam, desenvolvem e selecionam alternativas e se definem etapas e recursos para serem aplicados nesse trajeto.

Controle de melhoria para retroalimentação. Essa é uma fase normalmente esquecida, mas essencial, pois sem ela não há êxito.

Quando escutamos as pessoas falando que planejamento não dá resultado, devemos interpretar que foi realizado um planejamento errado por elas ou que ele foi controlado de forma equivocada. Por isso, é fundamental ter persistência para seguir as etapas e sempre rever o posicionamento.

E você, como está o planejamento de sua vida? Qual etapa está vivenciando agora?